terça-feira, 15 de abril de 2014

Resenha do livro o que é adolescência - Daniel Becker


            O livro começa com a unidade intitulada de “Na tua idade eu também queria mudar o mundo” onde o autor critica a posição da sociedade em definir que o sentimento de inconformismo é comum e passageiro a todos os adolescentes. E que esse inconformismo desaparece no momento em que a crise é superada e o adolescente passa para a etapa seguinte, se tornando um adulto adaptado às regras e também aos padrões aparentemente imutáveis, aceitando as exigências que lhe são impostas, marcado pela ausência de liberdade.
Na segunda unidade intitulada “A metamorfose”, o autor dá ênfase às transformações vivenciadas pelo adolescente, nesse período transitório entre a infância e a fase adulta. Becker esclarece que as mudanças físicas podem ser consideradas universais, porem as mudanças no nível psicológico podem variar de acordo com o contexto. As transformações físicas são desencadeadas pelo fenômeno da puberdade que é o período da vida em que o indivíduo se torna apto para a procriação, adquirindo a capacidade física de exercer a função sexual madura. Nesse período ocorrem eventos como o “estirão da adolescência” o aparecimento dos “caracteres sexuais”, primeira menstruação na menina, aumento do pênis no menino, e produção de espermatozoides.
Além das mudanças físicas o autor fala nessa unidade sobre a mudança nas formas como o adolescente lida com essas mutações que ocorrem em seu corpo. Explica ainda o surgimento da capacidade de “raciocinar sobre o raciocínio” que representa o surgimento do raciocínio abstrato na adolescência e aborda os conflitos relacionados ao estabelecimento da sexualidade, valores morais que restringem a atividade sexual, masturbação, homossexualidade, conceito de sexualidade vendido pela mídia, falta de orientação sexual e as possíveis consequências da não resolução desses conflitos, tais como gravidez na adolescência e aborto.
Para falar dos aspectos emocionais e da sexualidade o autor utiliza se no decorrer desta obra principalmente as teorias psicanalistas, de autores como Sigmund Freud, Anna Freud e Erik Erikson a quem Becker atribui a expressão “crise na adolescência”.
O autor crítica a generalização de termos como agressividade e “depressão normal” como sendo universal para todo e qualquer adolescente e destaca que a depressão pode ocorre a partir das reflexões do adolescente sobre as vivências interiores, e sua a partir da vivencia dos “lutos” que são reações a uma série de “perdas” que ele sofre durante essa transição de criança para adulto. Becker, ainda explica a busca do adolescente por sua identidade, os conflitos de valores e as identificações dos adolescentes nesse período.
Ao falar das drogas, o autor diferencia os quatro grupos de drogas psicoativas. E destaca que essas drogas podem levar a dois tipos de dependência: a psicológica e a física. Em sua obra Becker crítica a marginalização do usuário da maconha, e defende a posição de que “a grande maioria dos adolescentes que a usam são “usuários recreacionais”, ou seja, não viciados. Becker enfatiza ainda que há uma preocupação da sociedade com a maconha e uma “tolerância” com o álcool, justificada pelo fato do alcoolismo dar lucro ao sistema, ao contrário do consumo da maconha.
Becker destaca que é na adolescência com todas essas transformações, mudanças, conflitos e “crises” que o adolescente se vê pressionado para a escolha de uma profissão. Becker afirma que nessa fase o adolescente ainda não está preparado para fazer essa escolha e que na maioria das vezes essa escolha é feita sem a devida reflexão podendo levar ao erro e a frustração do indivíduo. O autor não acredita na mobilidade social, e acredita que o filho de um trabalhador de construção civil provavelmente também será trabalhador de construção civil, o autor chega a afirmar que a ideia de um filho de pedreiro que se torna senador, por exemplo, é uma “bela ilusão”.
Na terceira unidade intitulada “Radiografia de uma visão: O lado avesso”, a questão levantada e a de que as ideias e teorias sobre a adolescência não devem ser generalizadas à ideologia, porque chegam aos jovens como verdades e eles tendem a desqualificar sua própria emoção e seus pensamentos. A unidade discute a assimilação da ideologia pelo adolescente, na construção de sua identidade. E a formulação dessa ideologia pelo poder social dominante buscando o controle do indivíduo, através da submissão e da alienação, para que ele possa reproduzir os padrões de vida vigentes. O autor destaca que é fundamental que os jovens utilizem da criatividade, da conscientização e do questionamento crítico para trazer resoluções para as contradições, rompendo assim com a ideologia vigente em busca de transformações e renovações.
Na quarta unidade “Adolescência: quando, como e onde” Becker traz uma visão histórico-social da adolescência, destacando que o conceito é bastante recente e que esse é um fenômeno sociocultural. O autor compara a cultura ocidental com a sociedade de Samoa. Destacando que em Samoa “o adolescente parece não enfrentar conflitos morais, ideológicos, psicológicos e afirma que não existe lá o que chamamos de crise da adolescência”.
Becker também fala nessa unidade sobre a dificuldade que é para o adolescente encontrar sua identidade em meio a esse mundo turbulento em que valores ultrapassados, convivem com novos valores. O autor discute a escolha consciente, ou não, de seguir a ideologia social dominante e reproduzir os padrões sócias impostos; e o assumir de uma atitude de protesto, posições originais, e desviantes. Sendo os últimos, base para a formação de um novo modo de vida. Por fim o autor discute qual é o critério para determinar o fim da adolescência e critica a definição de que um indivíduo se torna adulto quando alcança o seu perfeito ajustamento à sociedade.
Na unidade intitulada “Adolescência-aqui e agora”, Becker discute a necessidade constante que a sociedade apresenta de estereotipar o adolescente e defende que o universo da adolescência é bem mais amplo, e não se limita a esses estereótipos.
Ao falar dos dados estatísticos referentes aos adolescentes no Brasil, o autor os divide em dois grandes grupos: os das camadas médias e altas urbanas e o “resto” que segundo ele é constituído por jovens marginalizados na sociedade.
Em seguida o autor fala dos movimentos sociais da juventude no mundo e no Brasil, e compara as manifestações de protesto contra o sistema de décadas atrás as manifestações da atualidade. O autor apresenta também uma estatística americana relacionada ao aumento de suicídios em adolescente, e defende que a culpa não é do adolescente, mas sim do sistema.
Becker ainda afirma que “Milhões de adolescentes brasileiros são deficientes físicos e mentais, não por doenças genéticas, mas simplesmente por miséria”. O autor Defende que a sociedade precisa se dar conta do sofrimento dessas crianças, e passar a respeitá-las e assisti-las, segundo ele não adianta se preocupar somente com uma “massa de marginais no futuro”.
No capitulo final intitulado “Por que Adolescência” Becker justifica a escolha do tema, nesse momento afirma que a nossa cultura está vivendo uma “crise adolescente”. Enfatiza a participação do adolescente nas transformações sociais através da crítica e do questionamento. Becker destaca ainda que O conflito e a dúvida costumam trazer muito sofrimento, mas o valor positivo deles pode ser muito maior. Na conclusão de sua obra Becker dá ênfase ao privilégio que os adolescentes possuem de poder escolher livremente, e de voltar caso necessário, segundo ele o importante é participar das escolhas, e viver para o presente.
De maneira geral o livro possui linguagem acessível, de fácil compreensão, abrangendo o tema proposto com uma leitura agradável e que desperta o interesse, mantendo o leitor “preso” do começo ao fim.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

O que um Psicologo faz

O video abaixo explica as principais atividades de um psicologo no mercado de trabalho.



Destaque para:
Psicologia forense

Psicologia Jurídica

Psicologia criminal

Psicologia clínica

Psicologia no esporte

Psicologia da Educação






Estudo dirigido (Psicologia Social)

1- Buscava-se um conhecimento científico que pudesse ajudar na construção de uma nova sociedade. A realidade captada não podia questionar as pesquisas elaboradas a partir de experimentos tão bem controlados. Nesse momento foi proposta uma análise em termos do materialismo histórico e dialético. A revisão crítica propunha uma metodologia que pudesse captar o sujeito,  historicamente situado e também como fruto  de uma realidade multideterminada
2- Caracteriza a Psicologia Social dos anos 80 a indissociabilidade entre teoria e prática. A psicologia social comunitária assume um compromisso político com a população oprimida. Repensa-se a clandestinidade dos trabalhadores e do voluntariado. O psicólogo passa a ser remunerado. Inserção dos profissionais das ciências sociais e humanas em funções e cargos destinados a prestações de serviços à população. Amplia-se o espaço do trabalho e reconhecimento da profissão de psicólogo junto aos setores populares. Cria-se a possibilidade do psicólogo trabalhar em postos/unidades, tendo uma atuação institucionalmente reconhecida.
3- Na década de 80 a psicologia social comunitária assume um compromisso político com a população oprimida.
4- BASE TEÓRICA: Psicologia Histórico Cultural de Vygotsky (1896-1934). BASE FILOSÓFICA E METODOLÓGICA: materialismo histórico dialético.
5- HOMEM: ativo, social e histórico. SOCIEDADE: produção histórica dos homens, pelo trabalho produz a vida material. Mundo: Parte da concepção de que o mundo social e mundo psicológico caminham juntos
6- Criticas: *Ora é processo, ora é estrutura, ora manifestação, ora relação, ora é conteúdo, ora é distúrbio, ora experiência. É interno mas relaciona com o externo, É biológico, é psíquico e é social; é agente e é resultado; relacionado ao “eu”, ao “self”.
*O externo é visto como algo que dificulta o pleno desenvolvimento do mundo “interno”.
*Não pertence á natureza humana, mas reflete a condição social, econômica e cultural em que vivem os homens.
7- FENÔMENO PSICOLÓGICO = construção individual do mundo simbólico que é social
8- ATIVIDADE IMPLICA AÇÕES ENCADEADAS, JUNTO COM OUTROS INDIVÍDUOS (RELAÇÕES), PARA A SATISFAÇÃO DE UMA NECESSIDADE COMUM. PARA HAVER ESTE ENCADEAMENTO É NECESSÁRIA A COMUNICAÇÃO (LINGUAGEM) ASSIM COMO UM PLANO DE AÇÃO (PENSAMENTO), QUE POR SUA VEZ DECORRE DE ATIVIDADES ANTERIORMENTE DESENVOLVIDAS.
9- Influências de Marx em Vygotsky
*O Modo de produção material que direciona a vida social e espiritual do homem.
*O homem é um ser histórico que se constitui através de suas relações com o mundo natural e social.
*O processo de trabalho de transformação da natureza é o processo privilegiado nessas relações homem-mundo.
*A sociedade humana é um sistema dinâmico e contraditório que precisa ser compreendido como processo em constante mudança.
*Construiu uma teoria marxista, que consiste em estudar os processos de transformação do desenvolvimento humano, levando em conta 4 dimensões que caracterizam o desenvolvimento psicológico: filogênese, ontogênese, sociogênese e microgênese.
10- Vygotsky define a Atenção dada aos mecanismos psicológicos mais sofisticados típicos da espécie humana como as funções psicológicas superiores.
Algumas delas:
       Controle consciente do comportamento.
       Atenção e lembranças voluntárias.
       Memorização ativa.
       Pensamento abstrato.
       Raciocínio dedutivo.
       Capacidade de planejamento, entre outras.
11- filogênese representa a evolução da espécie.
Ontogenese
representa o percurso de desenvolvimento do indivíduo da espécie.
Sociogênese
define por onde cada pessoa pertencente aquela cultura pode ir. Sociedade escolarizada, ou não.
Microgênese
é uma porta aberta para o NÃO determinismo.

12- Mediação é a (intermediação) interposição entre uma coisa e outra. A relação do homem com o mundo não é direta, mas, mediada. A tendência é que todas as relações com o passar do tempo se tornem mediadas. Mediação pode se feita através de instrumentos e signos. A relação mediada pelos signos internalizados que representa as coisas do mundo liberta o homem da interação concreta com os objetos do seu pensamento.

13- A partir das proposições teóricas do materialismo histórico propôs a reorganização da Psicologia, antevendo a tendência de unificação das Ciências Humanas no que denominou como "psicologia cultural-histórica".  A teoria histórico cultural de Vygotsky mais tarde viria a ser a principal base teórica da psicologia social crítica.
14- Para Carl Ratner uma psicologia da libertação só pode ser uma psicologia cultural, pois é só através do conhecimento e aceitação da cultura de um individuo que pode se chegar a uma libertação verdadeira.
15- O comportamento de alguém é influenciado socialmente quando ele se modifica em presença de outros indivíduos (presença real ou simbólica). O julgamento ou a percepção do indivíduo encontram-se em relação com outras pessoas cuja conduta, de respostas interfere com as suas.
Diferentes abordagens: Imitação (Tarde, 1890); Normalização (Sherif); Conformidade (Asch, 1956); Inovação da Minoria (Moscovici, 1972).

16- *Individualmente os sujeitos não cometiam erros.
*Em grupo, cerca de um terço dos sujeitos conformavam-se com as respostas erradas da maioria.
Sujeitos conformistas:
*Distorção da percepção: realmente percebiam a linha errada como sendo a que correspondia em comprimento da linha padrão.
*Distorção do julgamento: pensavam que havia algo de errado com sua visão ou consigo mesmo.
*Distorção da ação: percebiam que a maioria estava errada, porém não tinham coragem de se opor.
Respostas à pressão social / conformismo:
}  Complacência: cede para evitar um a punição ou receber uma recompensa.
}  Identificação: atratividade consciente ou não.
}  Internalização: o individuo reflete sobre o que lhe é pedido e cede, passa a considerar o pedido como justo. Ex: valores e crenças.

17- Bases de poder:
Poder de recompensa: possibilidade de receber uma recompensa caso obedeça e submeta-se; recompensa desejada.
Poder de coerção: infringir (repressão) castigos caso não obedeça; sofrer punição.
Poder de legitimidade: é legitimo segundo crenças, valores e normas sociais.
Poder de referência: modelo , uma referência positiva ou negativa. Casos de identificação.
Poder de conhecimento: pelo conhecimento que legitima seu poder, méritos profissionais.
Poder de Informação: informações que agregam no convencimento.  

18-
Quando surge o “conflito” entre as maiorias e as minorias ao invés do pacto e compromisso e seu “efeito de normalização” ocorrido na circunstância conformista as minorias tornam-se desviantes gerando um efeito de polarização e portanto de conflito entre opiniões e soluções diferentes para os problemas, levando assim à inovação.

19- Psicologia das Minorias Ativas:
*Foca nas minorias, que são compreendidas em uma dinâmica de interação. Ou seja a  influencia é exercida em duas direções.
*Não considera a influência unilateral e sim recíproca que implica ação e reação.
MAIORIA  <=====> MINORIA

20- O conflito
é o “núcleo da mudança” ou linha de tensão que é permanentemente ativado pelas minorias que pretendem não simplesmente se adaptar ao meio. Na condição de atores sociais que buscam a “construção social da realidade” as minorias aspiram transformar o social para adaptá-los às suas necessidades.

Ao invés do pacto e compromisso e seu “efeito de normalização” ocorrido na circunstância conformista as minorias tornam-se desviantes gerando um efeito de polarização e portanto de conflito entre opiniões e soluções diferentes para os problemas.

ATIVIDADES sobre o desenvolvimento

1- Porque a linguagem é tão importante? Qual o seu papel no desenvolvimento infantil?

A linguagem é muito importante, pois permite a comunicação entre os indivíduos, a troca de informações e de experiências. A linguagem permite que a criança se comunique transmitindo suas necessidades e compreendendo o mundo ao seu redor, sem ela seria inviável para a criança aprender, ou adquirir conhecimento.

2- Discorra sobre o desenvolvimento do autoconceito e da autoestima na segunda infância.

O autoconhecimento é o conhecimento que cada pessoa tem de si mesma como um ser único. Esse autoconceito vai sendo construído pelo individuo ao longo do tempo, baseado em suas experiências e variando de acordo com a idade, em função do nível de desenvolvimento cognitivo alcançado em cada momento.
Nessa fase a criança se descreve baseada com termos mais simples e globais:

Ex: “Eu sou boa” ou “eu sou grande”

Já a autoestima é como cada pessoa avalia suas próprias capacidades e competências. A autoestima deve ser compreendida a partir da importância que a criança dá a determinados domínios em relação a outros. Assim como o autoconceito a autoestima varia de acordo com a idade.

EX: Se uma criança considera importante jogar futebol bem, mas não consegue, mesmo que ele seja bom em muitas outras coisas sua autoestima ficará negativa.        

3- Explique sobre o nível pré-convencional proposto por Kohlberg.

Kohlberg definiu seis estágios de desenvolvimento moral que podem ser, agrupados em três níveis de dois estágios cada.

O primeiro deles é o NÍVEL PRÉ-CONVENCIONAL (2 a 6 anos).  Onde a moralidade da ação é determinada baseando-se em suas consequências diretas.

·          Estágio 1. Orientação "punição obediência"
 A criança obedece as normas para evitar os castigos

·          Estágio 2. Orientação auto interesse
 A criança obedece as normas para satisfazer desejos e interesses próprios

Desenvolvimento da personalidade (dos 3 aos 11 anos)

Segue em anexo 2 slides com as principais informações e de maneira mais didática possivel:


Como sempre Links diretos pro MEGA, só clicar e Baixar (parte 1) e depois Baixar (pare 2).
Não se esqueça de comentar o que achou, caso tenha sido útil, ou caso queira algum complemento.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Modelo de projeto de pesquisa (normas da APA)

Galera trago agora para vocês um modelo de projeto de pesquisa feito por mim, para a materia de metodos de pesquisa em psicologia I

Como sempre link direto para o 4shared só clicar e baixar!!
Baixar

Se curtiu deixe seu comentario para ajudar o blog

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Atividades de Psicologia do Desenvolvimento 1


MÉTODOS DE PESQUISA EM PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO:
O QUE É RELEVANTE CONSIDERAR?

1.     1) Fatores que influenciam a escolha de um ou mais de um método de pesquisa em Psicologia do desenvolvimento. Áreas em que a escolha do método apresenta mais dificuldades.

2.      2) Explique porque não existe, a priori, um método de pesquisa que seja mais apropriado às pesquisas na área de Psicologia do Desenvolvimento.

3.      3) Quais as características implicadas no estudo do desenvolvimento humano?

4.    4)  O que são e quais as funções das teorias em Psicologia do Desenvolvimento, de acordo com os pesquisadores citados no texto?

5.      5) Especifique as formas de tratamento dos dados em uma pesquisa em Psicologia do Desenvolvimento. A distinção entre as abordagens quantitativa x qualitativa de pesquisa em Psicologia foi considerada apropriada pelos pesquisadores citados no texto? Por quê?

6.    6)  Especifique os fatores que estão implicados no planejamento e na execução de um projeto em Psicologia do Desenvolvimento

7.      7) Que tipo de informação sobre os participantes de pesquisa devem constar em um projeto em Psicologia do Desenvolvimento?

8.      8) O que vem a ser e quais os objetivos de um estudo-piloto?

9.      9) Considerando os aspectos éticos da pesquisa especifique:
  a)        A resolução 196 96
  b)        As normas publicadas pela Society for Research in child development (1996 – 1999)







Respostas:
1.     1)  Diversos fatores devem ser considerados na decisão de se adotar um método de investigação específico. O tema da pesquisa, por exemplo, deve orientar os procedimentos de coleta e análise de dados, alem disso um estudo pode incluir questões de pesquisa que envolvam o uso de mais de um método. As áreas de pesquisa em psicologia do desenvolvimento que mais enfrentam dificuldades são as áreas de interface de conhecimento.

2.     2)  Ao tomar a decisão sobre o método de pesquisa a ser utilizado, o pesquisador deve levar em consideração a necessidade de verificar os efeitos de uma variável sobre o repertório de comportamentos dos participantes de modo a garantir um corpo de conhecimento generalizável. Em função dessa complexa interdependência de decisões, não existe, a priori, um método de pesquisa que seja mais apropriado ou eficiente.

3.     3)  Entre as características usualmente implicadas quando se estuda o desenvolvimento, podemos destacar:

·        Temporalidade: isto é, mudanças que ocorrem ao longo do tempo, o que significa que conceitos relacionados à duração, intervalo, fases, faixas etárias e períodos críticos podem ser relevantes à compreensão de alguns aspectos do desenvolvimento humano.

·        Cumulatividade: ou seja, as mudanças de desenvolvimento representam aquisição de novos elementos ao individuo. Neste caso conceitos de permanência, reversibilidade e aprendizagem podem ser uteis para obtenção de respostas a algumas perguntas relacionadas ao desenvolvimento.


·        Direcionalidade: ou seja, o desenvolvimento, além de apresentar ordem, ocorre de uma condição mais simples a uma mais complexa. Indivíduos em desenvolvimento progridem em direção a estados mais avançados. Neste aspecto, os conceitos de habilidade, realização, desempenho e predição são potencialmente relevantes às pesquisas da área.

4.    4)  São explicações para fenômenos particulares, ou pelo menos, para um aspecto destes. Segundo Greene (1989), as teorias são uteis porque tentam explicar coisas e fatos que não podem ser explicados por si mesmos. Na psicologia do desenvolvimento, por exemplo, Piaget formulou uma teoria de epistemologia genética (Piaget, 1964/1983), com o objetivo de explicar como as crianças geram seu conhecimento.

5.      5) A pesquisa quantitativa pressupõe uma realidade social objetiva, utiliza amostras representativas da população e apresenta relatos impessoais e objetivos dos resultados. A pesquisa quantitativa transforma o material verbal em números. Já a qualitativa assume que a realidade social é continuamente construída pelos seus participantes, utiliza estudos de caso e prepara laboratórios que refletem a construção dos dados por parte do pesquisador. A pesquisa qualitativa coleta material verbal e analisa-o textual e linguisticamente, buscando seu significado para os participantes do estudo.
A distinção entre as abordagens quantitativa x qualitativa de pesquisa em Psicologia foi considerada apropriada pelos pesquisadores porque embora seja possível apontar distinções entre as abordagens, existe uma grande dificuldade de estabelecer uma fronteira entre os dois enfoques. Existe uma relação de interligação entre elas e o uso de uma pode gerar resultados esperados para a outra.

6.      6) O planejamento e a execução de um projeto de pesquisa em Psicologia do Desenvolvimento devem englobar e integrar diversos fatores. Inicialmente podemos destacar a necessidade de formulação de questões de pesquisa. Estas irão nortear a escolha dos métodos a serem usados no estudo. É importante salientar que elaborar questões de pesquisa não se resume a selecionar um tópico de pesquisa, é fundamental que o pesquisador indique o que será estudado de forma objetiva e especifica.

7.      7) A descrição dos participantes de uma pesquisa devem ser os mais detalhados possíveis. Informações como, por exemplo: idade, gênero, escolaridade, profissão e nível socioeconômico. Naturalmente outros dados poderão ser obtidos de acordo com os objetivos do estudo. Outro aspecto importante é ressaltar como os participantes serão recrutados e selecionados, pois estes processos têm implicações no nível de generalização dos resultados.

8.      8) O estudo-piloto é como um pequeno experimento-ensaio conduzido antes do experimento real. Esta precaução tem o objetivo de testar as instruções, ajustar as condições experimentais e capacitar o experimentador a dominar a rotina do experimento.

9.      9) a) A resolução 196/96 “incorpora, sob a ótica do individuo e das coletividades, os referenciais básicos da bioética: autonomia, não-maleficência, beneficência e justiça”, “visando assegurar os direitos e deveres que dizem respeito à comunidade cientifica, aos sujeitos de pesquisa e ao estado”.

    b) As normas publicadas pela Society for Research in child development (1996 – 1999) estabelecem alguns princípios básicos para a condução de pesquisas em psicologia do desenvolvimento. Entre elas: procedimentos não-danosos, consentimento informado, consentimento informado dos pais, consentimento adicional (de outros indivíduos, cuja interação social com a criança será objeto de estudo cientifico, como professores e babás), confidencialidade e análise de riscos, entre outras.

Download do livro História da psicologia Moderna de SCHULTZ (livro completo) PDF e EPUB

Já trouxe para vocês a resenha deste ótimo livro, e agora trago o livro completo, nos formatos PDF e EPUB. Esse livro custa 83 reais na saraiva e leva cerca de 3 semanas para ser entregue, segue aqui uma versão gratuita, essa versão foi digitada manualmente e contem alguns erros de digitação, mas o conteúdo é basicamente o mesmo pra vocês:





Versão em PDF link direto do DRIVE, só clicar e baixar: Download
Versão em EPUB link direto do DRIVE, só clicar e baixar: Download

Para ler no celular sugiro o uso do aplicativo Moon+ Reader, que aceita ambos os formatos acima.

Caso encontre algum problema para baixar ou queira deixar um comentário acesse essa página (aqui)

Modelo de Resenha ( resumo ou critica)

Bom, pessoal, tenho percebido, pelas resenhas leio, que uma dúvida muito grande é em relação ao cabeçalho.

Bom, na resenha que vocês vão entregar, o modelo a ser seguido é esse:


RESENHA
=> centralizado, negrito, tamanho 14.

[2 enters]

Livro/artigo resenhado: AUTOR. Título. Edição. Local: Editora. Ano. [no caso de livros]
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo do artigo. Título do periódico, local, volume, fascículo, página inicial e final, mês e ano. [no caso de artigos]
Ex.:KOCH, Ingedore Villaça. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto. 1997. [livro]
SAVIANI, Demerval. A Universidade e a Problemática da Educação e Cultura. Educação Brasileira, Brasília, v. 1, n. 3, p. 35-58, maio/ago. 1979. [artigo]

Autores da resenha: Ana
Beatriz
Camila

[2 enters]
CORPO DO TEXTO => justificado, tamanho da fonte: 12, espaçamento entre linhas: 1,5.
[primeiro parágrafo: apresentação da obra e do autor]
[esse parágrafo, ou ous parágrafoS que seguem a apresentação, podem e devem ser mais longos, trazendo uma descrição DETALHADA do livro/artigo resenhado]
[agora é hora de opinar. enquanto resenhista, analise a obra, a forma como os capítulos estão dispostos, se o autor é claro, se o texto é compreensível, faltou abordar alguma coisa e diga POR QUÊ!]
[por fim, indique ou não a obra, para alunos da graduação de determinado curso. o teor da obra é importante? POR QUÊ? que questões podem ser levantadas?]

espero ter ajudado um pouco.